Educação inclusiva, o que é, como se tornar um educador inclusivo?

Na atualidade, as políticas públicas movimentam-se no sentido de garantir o acesso do deficiente à escola comum através da legislação. Porém, apenas a garantia ao acesso não é o suficiente para que a educação seja, efetivamente, inclusiva. A capacitação do professor e políticas de erradicação do preconceito para com o deficiente são estratégias fundamentais para o correto funcionamento do sistema inclusivo dentro da escola e, principalmente, na sociedade.
Muitos gestores da administração escolar não estão preparados para receber os alunos que precisam de uma atenção especial, apesar de receber esses alunos, ainda apresentam dúvidas em relação à eficácia da inclusão e como trabalhar esse tema com os outros pais e alunos. Além de problemas na adaptação dos materiais e espaços.

Desconstruir os mitos e preconceitos que foram disseminados ao longo da história é a primeira tarefa a ser realizada para garantir o funcionamento da educação inclusiva.  Para isso, listamos algumas dúvidas e respostas mais comuns em relação a essa temática.

As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?

Sim. Formar grupos pequenos favorece a aprendizagem e nas classes com maior número de alunos, o professor tem a dificuldade em diversificar as atividades e acompanhar o desenvolvimento individual de cada indivíduo.


Quem tem deficiência aprende menos?

É importante entender que a escola não deve determinar o que e quando o aluno vai aprender. É necessário rever a relação do currículo e adaptá-lo ao tempo e espaço da turma.

 

Os alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma

Claramente não! Cada indivíduo aprende de uma forma diferente e a atenção individual do professor a aluno específico não atrapalhará o desenvolvimento do grupo. Aqui fica evidente que o professor deve dar atenção às necessidades de todos da turma, contemplando a diversidade de habilidades.

 

Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão

É necessário que haja encontros formativos dentro da própria escola, estabelecendo diálogos e estudos, a fim de sanar dúvidas e formar toda a equipe da escola que irá receber os alunos deficientes.

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O reconhecimento do direito das pessoas com deficiência frequentarem as escolas comuns proporcionou uma revisão das atitudes das pessoas sem deficiência, porque se não fosse através da inclusão, as pessoas com deficiência continuariam isoladas dentro dos muros das escolas especiais.
Acolher os alunos com deficiência não significa exercitar a solidariedade nem tampouco assumir uma atitude criativa. Acolhê-los e proporcionar meios para que eles desenvolvam suas potencialidades é um dever da escola que é respaldado pela lei.

 

Muito se questiona sobre a importância do convívio de crianças especiais com crianças sem deficiência.
Mas, no que esse convívio pode influenciar na vida e nos estudos de uma criança “normal”?

Não poderia ser melhor, Quanto maior as diferenças, maiores são as chances de aceitação, além, de instigar as crianças a se ajudarem, a se aceitarem como são, a começar desde cedo a respeitar o próximo.

É mesmo necessário ter um educador inclusivo nas escolas?

Partindo do princípio de que uma criança com deficiência tem condições de aprender tão bem quanto as outras crianças, chegamos a conclusão que não é necessário um professor/educador para crianças com necessidades especiais, certo!
ERRADO! A arte de educar uma criança não é para qualquer pessoa é preciso amá-los, se sentir responsável por eles, ter amor a profissão. Ensinar uma criança especial exige cuidados e técnicas bem mais específicas.
Ter um conhecimento mais amplo de suas reais condições e necessidades. E de como esse ensino deve ser elaborado.
Mas, infelizmente é uma profissão com uma escassez muito grande de profissionais. Talvez por falta de informações, por preconceito, ou por achar que não consegue dar conta.
Ser um educador inclusivo, é ter uma vida de dedicação, sem pensar muito no lucro, é entrega!

 

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