Nas estações frias do ano, por causa das baixas temperaturas e da diminuição da dispersão da poluição, aumenta o número de casos de alergias e infecções respiratórias. O lúpulo é uma planta que pode ajudar a diminuir o risco dessas infecções atrapalharem o cotidiano. Sabe onde encontrar o lúpulo? Na cerveja! Usada para estabilizar os sabores e aromas da bebida, o lúpulo possui substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes.
Um recente estudo japonês de 2013 demonstrou que compostos do lúpulo são capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório, contribuindo com a proteção contra a pneumonia, outra doença frequente nesta época. Além da atuação direta na inibição dos vírus causadores de infecções respiratórias, há evidências de que o consumo moderado de cerveja ainda traga benefícios para o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente contra algumas infecções. Pesquisadores europeus verificaram que o consumo diário de 330 ml de cerveja por mulheres e 660 ml por homens, no período total de um mês, aumentou a concentração de células de defesa do sistema imune nas mulheres, e a produção de anticorpos em ambos os sexos.
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Outro benefício do lúpulo para a saúde é controlar a insônia e outros distúrbios do sono, que são problemas associados ao estresse e ao prejuízo da função do sistema imune. Quem diria que a cerveja pode trazer benefícios para a saúde? É claro que, além de consumir a bebida moderadamente, é preciso praticar atividades físicas e manter uma alimentação balanceada.

 O que é lúpulo?

O lúpulo é a flor de uma planta chamada Humulus Lupulus. A planta é dioica, ou seja, existe tanto como macho ou fêmea, mas apenas a fêmea é utilizada na produção de cerveja, pois é ela quem produz os cones de lúpulo que utilizamos no processo de fabricação.
O lúpulo é utilizado na cerveja principalmente como fonte de amargor, para contrabalancear com a doçura do malte (pense na relação entre malte e lúpulo como uma relação entre açúcar e café, respectivamente), mas também possui outros usos. O lúpulo estabiliza os sabores e aromas da bebida, além de contribuir com aromas que vão do cítrico ao herbal. Além disso, o lúpulo ainda possui um efeito antibiótico na cerveja não-fermentada que favorece a ação do fermento cervejeiro ao invés de microorganismos indesejáveis. Quer uma florzinha mais útil do que essa?
A lupulina é uma glândula amarelada que se encontra entre as pétalas da flor, e fornece as resinas e os óleos essenciais da planta, responsáveis pelo amargor e aromas que o lúpulo dá à cerveja. Nas embalagens de lúpulo, normalmente consta o percentual de ácidos-alfa daquela variedade da planta, exibindo o potencial de amargor que tal variedade dará para a sua cerveja.

 

A planta é cultivada principalmente na Alemanha, Estados Unidos, República Tcheca e Inglaterra e é, ainda hoje, o ingrediente mais caro utilizado na cerveja.

A forma mais comum e acessível para os cervejeiros caseiros em que o lúpulo se apresenta são os chamados pellets, que nada mais são do que as flores secas, cortadas e comprimidas.
Pra quem quer desfrutar das propriedades da lúpulo, mas não bebe bebidas alcoólicas, pode comprar seu chá.

Sua história

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja. O lúpulo era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Foi assim que um estilo particular de cerveja surgiu, a Índia Pale Ale. Na virada do século XVIII, os cervejeiros britânicos começaram a enviar cerveja forte, com muito lúpulo adicionado aos barris para preservar a bebida durante a viagem de vários meses para a Índia. No final da viagem, a cerveja acabava adquirindo grande intensidade de aroma e sabor de lúpulo. Perfeito para satisfazer a sede de pessoal britânico nos trópicos.
Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas. Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”.
O primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, em Hallertau região do país atualmente conhecido como Alemanha (que ainda hoje é o mais importante centro de produção, responsável por cerca de 25% da produção mundial), apesar da primeira citação do uso do lúpulo na fabricação de cerveja ter sido feita somente em 1067 por Hildegard of Bingen. O lúpulo foi introduzido nas cervejas da Inglaterra no início do século XVI, e, no caso dos Estados Unidos, tendo o cultivo começado em 1629, no estado de Washington.
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Atualmente, os principais centros de produção do Reino Unido encontram-se em Kent (que produz o lúpulo Kent Golding), Worcestershire, e Washington state no caso dos Estados Unidos. Outras importantes áreas de cultivo incluem Bélgica, Alemanha, República Tcheca, Xinjiang (China), Tasmânia (Austrália), a região de Lublin (Polônia) e Chuvashia (Rússia). Nova Zelândia é referência na produção de lúpulo orgânico.
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